segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Uma acção de formação em que gostei particularmente de tomar parte

Durante a minha carreira militar tive diversas acções de formação onde desenvolvi os meus conhecimentos técnicos, culturais e humanos. Das várias acções de formação em que tomei parte vou destacar, talvez por ter sido a mais recente e também por ser um objectivo meu desde que entrei para esta instituição, o Curso de Formação de Formadores de Instrução Básica (CFFIB).

Esta acção de formação, também conhecida por “Escola de Quadros”, visa preparar os futuros formadores da Instrução Básica. É sem dúvida uma formação de elevado rigor e importância uma vez que somos o primeiro contacto dos mancebos com a vida militar e, neste caso, com a Força Aérea.

A Escola de Quadros é basicamente uma simulação da recruta, ou seja, voltamos a recordar todos esses momentos mas agora com uma perspectiva bem diferente. Foi o reviver de uma altura que me marcou muito! Certamente que terão a mesma opinião! A camaradagem, o primeiro contacto com a vida militar, o rigor e o orgulho em ser militar, enfim uma série de acontecimentos únicos!

Durante duas semanas fomos levados ao limite tanto a nível físico como a nível psicológico. O dia começava bem cedo com horas “intermináveis” de preparação física! Tínhamos formaturas rigorosas. Má uniformização, botas por engraxar ou barba por desfazer era motivo para executar “benefícios físicos”. A deslocação era sempre efectuada em pelotão! Recordámos a execução correcta de vários movimentos de Ordem Unida, a montagem e desmontagem das armas não foram deixadas de parte, o tiro de manutenção (continuo a não saber se o defeito é meu ou da arma, eh eh). Onde me senti mais à vontade, foi com a simulação das aulas, onde vamos ministrar várias matérias aos mancebos, certamente devido à experiência que adquiri na função que desempenho hoje como formador.

Destaco nesta formação a prova de orientação. A dedicação da nossa parte era de tal maneira elevada que até a camuflagem das partes visíveis do corpo não ficou de parte. O caminho a percorrer estava traçado e a luta constante com o cansaço e a entreajuda foram marcantes. A força de vontade e motivação foram fundamentais!

Não posso deixar de salientar que ao fim de duas semanas de preparação intensa, que me marcou muito pela positiva, cresci como pessoa e como militar mas devido à falta de candidatos e um elevado número de formadores (CFFIB) não fui seleccionado para fazer parte do grupo que iria receber os mancebos para a Instrução Básica. Fiquei triste por ter cumprido só uma parte de um objectivo pessoal mas conformado!

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